Obedecendo a Palavra de Deus e alcançando a vitória – Parte II

“Depois de tudo o que Ezequias havia feito com tanta fidelidade, veio Senaqueribe, rei da Assíria, e invadiu Judá. Acampou-se contra as cidades fortes com a intenção de se apoderar delas” (II Cr. 32.1).

Como pode? Ezequias foi fiel a Deus, renovou a aliança, guardou a Palavra e mesmo assim foi atacado. A passagem de II R. 18.7 complementa o texto de II Crônicas e nos informa que foi justamente por isso que o ataque surgiu, por causa da fidelidade de Ezequias para com Deus. Depois da reforma espiritual no reino, era preciso restaurar a economia da nação. Desde a época de Acaz,  pai de Ezequias, que o reino tinha que pagar tributo anualmente aos assírios. Eram tributos pesados que oneravam e muito a economia do reino. Ezequias, então, deixou de pagar o tributo. Ao fazer isso, com certeza Ezequias já sabia que viria uma retaliação. Depois de anos o inimigo não abriria mão tão fácil do reino vassalo. Ezequias sabia bem do que os assírios eram capazes de fazer. Antes de assumir o Reino de Judá (715 a.C.), Ezequias viu seu vizinho Reino de Israel ser destruído pelos assírios em 722 a.C. Esta invasão foi tão violenta, que as 10 tribos que formavam o Reino de Israel desapareceram da história. Era contra este povo que Ezequias ousou lutar.

Assim acontece conosco. Ao longo da caminhada cristã infelizmente às vezes deixamos brechas em nossa vida, áreas (pontos frágeis) em que o diabo encontra boa oportunidade para agir. São pensamentos indevidos, palavras erradas, atitudes incorretas. Existem pessoas que até se acostumam com as brechas. Quando tomamos a atitude de renovar a aliança com Deus e decidimos tampar as brechas, o inimigo não fica feliz. Surgem os ataques e as circunstâncias adversas. O inimigo se enfurece porque está perdendo uma área em que ele dominava.

Vejamos a atitude de Ezequias. Ele continuou firme, confiou no Senhor e se preparou para a luta. Ele construiu um canal desde a fonte de Giom até dentro dos muros de Jerusalém (II Cr. 32.3). A fonte fica fora da cidade (leste de Jerusalém) e o túnel cavado em rocha calcária tem 533 metros. E, já que a fonte estava fora da cidade, ele a ocultou por duas razões: (1) Quando o inimigo chegasse e cercasse a cidade ele não teria abastecimento de água, mas Ezequias e o povo de Jerusalém teriam em abundância; (2) O inimigo poderia envenená-la.

Amados irmãos em Cristo, tampemos as brechas! Não deixemos que o inimigo envenene a fonte de águas vivas que existe em nosso interior (João 7.38). As adversidades virão justamente porque buscamos a Deus. A fúria do inimigo é porque ele sabe que já é derrotado (Apoc. 12.11). Por isso, se neste início de ano você já está desanimado e quase parando, atenção! Não desanime, continue a caminhada e não cruze os braços. É o próprio Deus quem vela pela Sua Palavra para que ela se cumpra (Jr. 1.12). Não se acomode com as derrotas, pois Deus o ajudará. Afinal, “desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de Ti, que trabalhe para aqueles que Nele esperam” (Is. 64.4).

Fique na Paz.

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Obedecendo a Palavra de Deus e alcançando a vitória – Parte I

“Tinha Ezequias 25 anos quando começou a reinar… Fez o que era reto aos olhos do Senhor”.
(II Cr. 29.1-2)

O bondoso rei Ezequias governou o Reino de Judá de 715 até 686 a.C. Era filho do ímpio rei Acaz, que mandou fazer vários ídolos e queimou alguns de seus filhos em sacrifícios aos falsos deuses (II Cr. 28.2-3). Durante o governo de Acaz o reino ficou muito debilitado, perdendo até sua liberdade, pois o rei   vendeu  o  reino  aos  Assírios  em troca  de  falsa proteção (II Cr. 28.16).  Assim, Ezequias assumiu o trono em circunstâncias dramáticas. O reino não era mais livre, era vassalo dos assírios. A economia estava abalada, pois anualmente tinham que pagar tributo aos assírios. O reino também estava muito fraco espiritualmente, pois vinha de um longo governo de idolatria e sacrifícios humanos. Enfim, o reino vivia uma era de caos. Ezequias começava uma nova etapa em sua vida, agora era rei de Judá. E, ao contrário das expectativas, esta “nova etapa” não começava com boas notícias. Crise e caos pra todos os lados. Era preciso fazer uma grande reforma. Mas como? Muitas mudanças precisavam ocorrer. Mas por onde começar?

Assim como Ezequias, nós também estamos em uma nova etapa. Começamos um ano novo. Quantos planos você traçou para este ano? Eu também tracei metas – espero alcançá-las! Mas da mesma forma como aconteceu com Ezequias, às vezes também ocorre conosco. A nova etapa (novo ano) já começa cheia de problemas. Tanto por fazer que nem sabemos por onde começar! Por isso pensei que este seria um bom tema para meditarmos. Há tantas lições para aprendermos sobre Ezequias que eu dividi esta mensagem em 5 partes. Nos próximos meses compartilharei com vocês o que Deus tem colocado no meu coração sobre este assunto.

Ezequias queria viver em paz e ter uma vida abençoada (quem não quer?). Para isso, ele entendeu que precisava colocar tudo em ordem. A primeira coisa que fez foi buscar a Deus. Começou a reforma pela sua vida. Algo foi gerado dentro dele – uma vontade de mudança interna. Ele se colocou no altar do Senhor, pediu perdão pelos seus pecados e renovou sua aliança com Deus. Depois, abriu as portas do templo (estava fechado desde a época de seu pai), limpou e restaurou o templo e trouxe os sacerdotes de volta, pois tinham sido expulsos (II Cr. 29.3-14). Todos se reconsagraram ao Senhor, se purificaram e adoraram a Deus.

Creio que este é o primeiro passo para colocarmos nossa vida em ordem. Purificação, consagração, adoração. Precisamos investir mais tempo na presença do Senhor, em oração e leitura da Palavra. Veja o que aconteceu com Ezequias: “a sua oração foi ouvida, pois chegou até a santa habitação de Deus, até os céus” (II Cr. 30.27). A mudança deve começar dentro de nós, e só depois o exterior começará a mudar. Pense sobre o que está em desordem no seu interior: sua mente, seus pensamentos divagando soltos, suas emoções, suas palavras. Reconsagre-se a Deus, abra a sua boca para louvá-lo.

Até o próximo mês.

Fique na Paz.

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Pequenas Coisas

Em Lucas 21.1-3 temos a história da oferta da viúva pobre.

“Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas, e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos”

As “duas moedas” que o texto cita eram de “lepto”, o menor valor em circulação na época. A imagem acima é de um lepto, feito de cobre e com aproximadamente 1 cm de diâmetro. Em sua face aparece uma águia. Embora o texto não cite o nome da moeda, Lucas nos diz que a viúva ofertou as moedas de menor valor – que era o lepto.

Quem não se lembra que até bem pouco tempo tínhamos aqui no Brasil a moeda de “um centavo?” Pequena e de pouco valor era quase sempre ignorada. Hoje, já nem está mais em circulação. Às vezes eu vejo uma caída chão, mas não me detenho. Não vou me preocupar em pegar uma moeda de tão pouco valor. As duas moedinhas de lepto daquela pobre viúva equivaleriam hoje a duas moedinhas de um centavo.

Que diferença faria duas moedinhas de tão pouco valor? Certamente para aqueles ricos que lançavam grandes quantias no gazofilácio não era nada. Mas para Jesus, que não se importa com a quantidade e sim com a qualidade da oferta, aquelas duas moedinhas valiam mais do que qualquer fortuna no mundo. Aquela viúva não entregou as duas moedinhas porque era o troco das compras, não era a sobra. Ela era pobre, e aquelas moedinhas eram tudo o que ela possuía.

Em Êxodo 23.15; 34.20 e Deuteronômio 16.16 temos a mesma frase: “ninguém apareça de mãos vazias perante mim.” Não se preocupe se você não tem dinheiro para ofertar. A verdadeira oferta, aquela que agrada a Deus, pode não ser em dinheiro. A verdadeira oferta é a de um coração agradecido, um coração que não reclama, que não murmura. A oferta de um coração que crê – crê que vale a pena amar e servir a Deus mesmo quando as circunstâncias parecem nos dizer que não vale a pena.

Em Salmo 50.14,23 está escrito: “Oferece a Deus sacrifícios de ações de graças e cumpre os teus votos ao Altíssimo… O que me oferece sacrifícios de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus.”

Como você tem aparecido diante de Deus? Tem reclamado porque o ano está chegando ao fim e os problemas só aumentam? Você tem oferecido a Deus reclamações e questionamentos? Se você tem feito, gostaria de sugerir uma mudança de atitude. Imite aquela viúva pobre, entregue tudo o que você tem. Entregue seu dia-a-dia, seus pensamentos, suas emoções a Deus. Não apareça diante dele como as mãos vazias, entregue-se diariamente a Ele.

Desejo a você, querido leitor, um ano de 2011 glorioso na presença de Deus.

Fique na paz – a paz que só Ele pode dar.

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Qual o seu valor?

A Judéia na época do Novo Testamento era dominada pelos romanos. Por isso, encontramos muitas passagens bíblicas citando valores monetários romanos. Jesus frequentemente usava estes valores para dar grandes lições.

A ilustração ao lado é de uma moeda romana no valor de “um asse”. Seu diâmetro é de 3,5 centímetros. Na frente da moeda (imagem de cima), vemos a face do imperador Tibério com as palavras ao redor “divino Augusto pai”. No verso da moeda (imagem de baixo), temos um altar no centro ladeado pelas letras “S” e “C”, que significam “por autorização do senado”.
Em Lucas 12.6-7 encontramos uma comparação interessante sobre esta moeda:

“Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais!”

Aqui, Jesus diz que com duas moedinhas (dois asses) alguém poderia comprar 5 pardais. Estas duas moedinhas, ou dois asses, equivaliam a uma hora de trabalho. Portanto, era algo de pouco valor e acessível para todos. Apesar dos pardais serem tão baratos, o Senhor disse que nenhum deles era esquecido por Deus.

Você já observou os pardais no seu bairro? Não? Então adquira este hábito, observe como eles vivem. Eu nunca vi um pardal magrinho, raquítico ou morto de fome. Sempre vejo pardais saudáveis e até gordinhos. Todos muito bem cuidados. São criaturas tão simples, tão pequeninas e tão frágeis. São também ágeis, delicados e trazem uma certa poesia ao nosso dia-a-dia. E Jesus disse que nós temos muito mais valor do que eles.

E você? Tem reconhecido o seu valor? Pessoas ou circunstâncias têm tentado diminuir o seu valor? Relaxe, seu valor não pode ser diminuído porque o preço que foi pago por você não foi em dinheiro. O preço foi o “precioso sangue de Cristo” (I Pe. 1.19).

E se Deus cuida de criaturinhas tão pequeninas como os pardais, se Ele se preocupa em suprir todas as necessidades deles (abrigo, comida, penas para aquecer o seu pequenino corpo), como não cuidaria de você? É impossível Deus não se lembrar de você.

Descanse em Deus e creia que está vendo. Creia que Ele sabe. Creia que Ele fará algo. Afinal, se Ele faz pelos pardais, não faria por você?

Fique na paz do Senhor!

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Mudando de Atitude – Parte II

Eu já apresentei a imagem ao lado na meditação do mês passado aos amados leitores desta página. Conforme dito, trata-se de uma inscrição em aramaico descoberta em Dan (norte de Israel), datada do século IX a.C. O texto fragmentado se refere a um rei do Reino de Judá pertencente a “Casa de Davi”. Até o momento, esta é a única menção extrabíblica sobre Davi.
Eu gostaria de dar ainda uma segunda palavra não exatamente sobre este objeto arqueológico, mas sobre o personagem mencionado nele – Davi. Sabemos que Davi era um adorador. Ele compôs salmos lindíssimos que expressam emoções profundas. Um destes salmos é o 69. Nele Davi começa com um grito de socorro:

“Livra-me, ó Deus, pois as águas me sobem ao pescoço. Atolei-me em profundo lamaçal, e não se pode estar em pé. Entrei na profundeza das águas; a corrente me leva. Estou cansado de clamar; secou-se me a garganta. Os meus olhos desfalecem de esperar por meu Deus” (Sl. 69.1-3).

Aqui, vemos que Davi não estava só passando por um problema. Ele estava sucumbindo, exausto. Já estava ficando sem fôlego, e os problemas sugavam suas forças de tal forma que já não aguentava mais de pé. Seus olhos desfaleciam.
Ao longo do salmo ele lança suas queixas a Deus (versos 4 – 12). E ele insiste em pedir socorro ao Senhor: “Tira-me do lamaçal…” (v.14), “Não me leve a corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim” (v. 15), “… ouve-me depressa…” (v. 17).
Mesmo em angústia extrema ele ainda tinha a firme convicção de que Deus era a solução dos seus problemas. O verso 29 é um exemplo. Ele começa dizendo: “Estou aflito e triste…”. Mas sabia que a proteção só poderia vir de Deus: “… proteja-me, ó Deus, da minha salvação”.
E é então, que Davi dá uma virada sensacional. Ele muda o foco. Em extrema dor, Davi se recusa a se entregar ao desespero. E ele começa a louvar ao Senhor, ele se rende inteiramente a adoração:

“Louvarei o nome de Deus com cântico, e engrandecê-lo-ei com ações de graças” (v. 30).

A solução dos problemas ainda não tinha chegado. A dor continuava, as circunstâncias permaneciam exatamente as mesmas. Entretanto, Davi resolveu mudar de atitude. Ele já tinha orado, clamado, se derramado diante do Senhor. Então, o restava fazer? Deitar numa cama e se entregar a depressão? Não! Faltava o mais importante, faltava adorar a Deus de coração, rendendo-lhe gratidão pela solução que chegaria (embora naquele momento Davi não visse solução alguma).
E no verso 32 Davi nos convida a também mudarmos de atitude: “… vós, que buscais a Deus, reviva o vosso coração”. Reviva, reanime-se, tome um novo fôlego porque ainda há esperança.

“O Senhor ouve aos necessitados, e não despreza os seus cativos… Louvem-no… pois Deus salvará…” (v. 33 – 35).

Quem foi que te disse que acabou? Aceite o convite do rei Davi. Mude de atitude. Não se entregue a dor e ao problema. Entregue-se a Deus. Adore a Deus pela solução que Ele vai dar (mesmo que você não esteja vendo nenhuma mudança ainda).
Fique na paz do Senhor.

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Mudando de Atitude – Parte I

A imagem ao lado é da “inscrição de Dan”. Trata-se de um objeto arqueológico descoberto em Dan (norte de Israel), em 1993. Este objeto é um fragmento de basalto que contém uma inscrição em aramaico e é datado do século IX a.C., pertencendo desta forma ao período da Monarquia Dividida de Israel.

Embora o texto esteja fragmentado, sabemos que se refere a uma guerra entre um rei do Reino do Norte (ou Reino de Israel) e um rei do Reino do Sul (ou Reino de Judá). Infelizmente não sabemos os nomes destes reis, mas o texto se refere a um rei da “Casa de Davi”.   Esta expressão “Casa de Davi” está marcada na imagem acima dentro do retângulo vermelho. O curioso é que antes de descobrirem esta inscrição muitos pesquisadores duvidavam da existência de Davi. Isso porque até então, por incrível que pareça, não havia nenhum documento arqueológico que mencionasse o rei Davi. Não existia nenhuma citação, nada. Daí, muitos acreditavam que Davi era só um personagem bíblico fictício. Quando descobriram esta inscrição ocorreu um verdadeiro rebuliço entre os cientistas. Embora a inscrição não seja da época de Davi (que reinou em Israel entre 1010 e 970 a.C.), ela faz menção dele ao citar alguém da “Casa de Davi”, ou seja, um descendente de Davi. Assim, para os cientistas descréditos Davi passou a existir a partir deste achado. Por esta razão é que existe uma máxima na arqueologia: “Ausência de prova não é prova de ausência”. Traduzindo, só porque não temos provas materiais sobre algo, não quer dizer que não exista. Podemos aplicar isso em nossas vidas.

Quantas vezes você já duvidou de algo? Quantas vezes você já questionou que uma promessa de Deus se cumpriria na sua vida só porque você não via nada acontecer?

O coração incrédulo na Bíblia é chamado de perverso (Hb 3.12). A incredulidade é uma ofensa contra Deus (Hb. 11.6). Por que? Porque quando duvidamos estamos questionando o caráter de Deus, esse é o problema. A incredulidade é uma desconfiança sobre o caráter de Deus.

Aquele que crê em Deus, em Suas Promessas e que vale a pena adorá-lo, está bem protegido. A fé é um escudo que deve ser usado para apagar as setas inflamadas do maligno (Ef. 6.16). Muitas bênçãos estão reservadas para aqueles que confiam Nele.

“Oh! Quão grande é a Tua bondade, que guardaste para os que te temem, e que mostraste àqueles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens” (Sl. 31.19).
“Muitas são as dores do ímpio, mas o constante amor do Senhor cercará aquele que Nele confia” (Sl. 32.10).

Amado (a) do Senhor, não duvide só porque você não vê nada acontecendo. Davi foi ungido por Samuel (I Sm. 16) e recebeu a promessa de que seria rei quando ainda era um adolescente com no máximo 18 anos. Desde então, tudo de pior aconteceu. Davi foi perseguido, ameaçado de morte (I Sm. 18), teve que viver em cavernas, sua família também foi ameaçada e obrigada a viver exilada (I Sm. 22.3). Além disso, ele foi obrigado a viver refugiado entre os maiores inimigos de seu povo, os filisteus. Quando finalmente a promessa se cumpriu e Davi se tornou rei de Israel (II Sm. 2 – 5), ele já deveria ter provavelmente 40 anos (ou quase isso). Muitos anos se passaram até que Davi visse cumprida a promessa de Deus.

Eu não sei quanto tempo você terá que esperar. Não sei das lutas que tem passado. Mas uma coisa eu aprendi, e é que vale a pena confiar no Senhor. Ele sabe o que faz. Ele não mente, não nos dá falsa esperança, não nos enrola, não esquece. Ele é Deus. Não esqueça disso: Deus é Deus!

Aguarde, busque-o, adore-o. Mude de atitude. Não duvide, creia. Não peça somente, mas também agradeça. Louve-o pelo que Ele já fez, louve-o pelo que Ele tem feito, louve-o pelo que Ele ainda fará.

Fique na paz do Senhor.

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Marcando a sua Geração

“Cuxe também gerou a Ninrode, que começou a ser poderoso na terra. Ele foi poderoso caçador diante da face do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor”. (Gn. 10.8-9)

O capítulo 10 de Gênesis registra a descendência de Noé. Mas quem se importa com estas passagens bíblicas que trazem apenas listas de nomes?

Ignorada pela maioria dos leitores da Bíblia, aslistas genealógicas servem para ligar duas narrativas. Por exemplo, os caps. 10 e 11.10-32 de Gênesis ligam as narrativas de Noé e Abraão. Há entre estes dois personagens um longo espaço de tempo, e para dar a ideia de continuidade da narrativa, inseriram estas listas genealógicas. Outro exemplo clássico é o cap. 1 de Mateus, que cita a genealogia de Jesus. Mateus escreveu seu evangelho para os judeus, e inseriu a genealogia de Jesus para mostrar que Ele é o Cristo, descendente de Davi. Mas esta genealogia também serve para unir as narrativas do Antigo e do Novo Testamento. Além disso, as listas genealógicas revelam detalhes curiosos de personagens, como em Gn. 10.8-9. Neste trecho temos um breve relato sobre um homem chamado Ninrode, cujo nome significa “nós nos rebelaremos”. Os versos anteriores nos dão sua origem: Noé gerou a Cam, que gerou a Cuxe, que gerou a Ninrode. Quase nada sabemos sobre ele, e seria apenas mais um nome na longa lista genealógica de Noé se não fosse por uma pequena frase de Gn. 10.9: “Ele foi poderoso caçador diante da face do Senhor…”. Ninrode se destacou em sua geração, não havia nenhum caçador como ele. Ninrode conquistou uma vasta região e estabeleceu cidades (Gn. 10.10-12).

Ele decidiu que não seria mais um nome, decidiu fazer a diferença. Infelizmente, há pistas que parecem indicar que Ninrode tornou-se arrogante e afrontava o Senhor. A expressão “diante da face do Senhor”, no original em hebraico parece indicar alguém que se levante orgulhosamente contra o Senhor. As tradições judaicas apontam Ninrode como o construtor da torre de Babel (Gn. 11.1-9).
A foto acima é de uma escavação arqueológica na cidade de Ninrode, localizada no Iraque. Isso mesmo! Existe uma cidade chamada Ninrode. Originalmente se chamava Calah, mas depois passou a ser Ninrode, situada 32 km ao sul de Nínive.

Ninrode fez a diferença em sua geração, porém se tornou arrogante. E você? Tem feito a diferença em sua geração? Se a resposta é sim, de que forma você tem feito isso? Positiva ou negativamente? Para fazer a diferença em sua geração, você não precisa sair por aí como Ninrode caçando e conquistando terras. O Senhor deixou bem clara a ordem para todos nós fazermos a diferença: “Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo” (Mt. 5. 13-14). “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm. 12.2).

Assim devemos nós fazer a diferença no trabalho, no estudo, em casa, com os amigos, parentes e vizinhos. Que tipo de exemplo temos sido? Temos sido exemplo na paciência, no trato com os outros, na perseverança, no vocabulário?

Amado(a) leitor(a), meu desejo é que você marque a sua geração, que você faça a diferença, que seja sal e luz.

Fique na paz!

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Usando a armadura de Deus

“Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz, tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef. 6.14-17).

A figura ao lado é a armadura de um centurião (do latim centum = cem), um oficial romano que comandava um grupo de 100 homens. No Novo Testamento, conhecemos dois deles pelo nome: Cornélio (At. 10) e Júlio (At. 27.1). A ilustração deste centurião nos ajuda a compreender melhor o que Paulo queria dizer em Ef. 6. Ele nos aconselha a nos revestirmos “de toda a armadura de Deus”, para que possamos “estar firmes contra as astutas ciladas do diabo (Ef. 6.11)”.  A armadura era um importante instrumento de defesa. Vejamos, então, cada item desta armadura.

1) Couraça: Uma cota de malha que cobria o peito, os ombros, as costas e as coxas. Era fabricada de ferro e colocada sobre uma túnica de lã. Observe que no peito do centurião há um desenho, usado como uma insígnia de seu posto. A “couraça da justiça”, portanto, protege o cristão. “A justiça guarda ao que é sincero no seu caminho” (Pv. 13.6). “A justiça dos virtuosos os livrará” (Pv. 11.6). A insígnia que o cristão deve trazer em seu peito é a cruz do calvário, instrumento usado pelos romanos para a morte, mas que pelo sangue de Jesus nos trouxe vida. Não aquela cruz que as pessoas usam em cordões como simples adorno ou moda. Falo da cruz gravada em nossos corações.

2) Cinto: Protegia o soldado na região do abdômen. Nele ficava presa a bainha, um estojo usado para guardar a espada. A Verdade de Deus nos protege (Sl.40.11), porque Ele é a Verdade (Jo. 14.6).

3) Sandália: Feitas de couro com solas ferradas de mais de 1 cm de espessura. Dava estabilidade e ajudava a manter a marcha constante. Havia também as grevas de prata, que eram placas de metal usadas para proteger as pernas (do joelho ao tornozelo). A Palavra do Evangelho nos traz paz e nos protege nas batalhas da vida, nos ajudando a manter a marcha constante Ef. 2.17).

4) Escudo: Feito de madeira, coberto de couro e fixado com ferro nas bordas. Seu tamanho resguardava quase todo o corpo. Antes das batalhas ele era mergulhado na água, para que, em caso de ataque com flechas de fogo, estas apagassem. O escudo da fé nos protege contra as investidas do mal, e com ele podemos apagar todos os dardos inflamados do maligno (I Jo. 5.4). A nossa fé deve estar “mergulhada” na firme confiança no sangue de Cristo que nos purifica de todo pecado (I Jo. 1.7).

5) Capacete ou elmo: Fabricado de ferro e usado para proteger a cabeça e o rosto. O “capacete da salvação” guarda a nossa mente dos maus pensamentos e dos ataques do maligno. A certeza da salvação nos impede de duvidar da fidelidade, do amor e do caráter de Deus (Tt. 3.4-7).

6) Espada: Lâmina de metal afiada de ambos os lados. Era a única arma do centurião, assim como a “espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”, é a única arma do cristão. A Palavra de Deus é poderosa para derrotar o mal, para salvar, para revivificar (Hb. 4.12).

Como você tem se defendido dos ataques do mal (Is. 2.22)? Que armas você tem usado? Tem usado palavras de maldição, de xingamento, de falta de fé (Cl. 3.8-10)? A única arma que prevalece é a Palavra de Deus (Is. 25.4-5). Talvez você esteja ferido da batalha porque não tem usado a armadura de Deus. Talvez esteja cansado porque não tem usado o “sapato” correto. Ou talvez você esteja usando a armadura de Deus, esteja calçado corretamente e mesmo assim está ferido e cansado. Eu disse cansado? Desculpe, talvez a palavra certa seja EXAUSTO.
Amado do Senhor, aguente firme, não desista. É assim mesmo, a nossa luta continuará enquanto estivermos aqui na terra. Mas há uma promessa: “Deus enxugará de seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois já as primeiras coisas são passadas” (Apoc. 2.14).

Fique na paz do Senhor!

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Guardados por Deus

Recentemente tem havido muitas notícias sobre descobertas de ossos de dinossauros pelo Brasil. Estes grandes achados geram muitas perguntas nas mentes dos cristãos. Por isso, este tema veio a minha mente.

A ciência que estuda os dinossauros é a Paleontologia, cuja definição mais simples é “ciência que estuda os fósseis (animais e vegetais)”.

Popularmente conhecidos como dinossauros (dino =terrível;sauro=lagarto), estes mega-répteis variavam em tamanho. Surgiram há mais de 200 milhões de anos e se desenvolveram a tal ponto que chegaram a dominar o planeta entre cerca de 190 milhões e 65 milhões de anos atrás.

Os dinossauros desapareceram repentinamente, provavelmente devido à colisão de um grande meteoro com o nosso planeta há uns 65 milhões de anos. Esta colisão formou uma grande cratera na península de Yucatan (México), que ainda hoje pode ser vista.

Este choque afetou o nosso planeta de tal forma que 70 % da vida no planeta foi extinta. Inúmeras espécies da fauna e flora desapareceram, sendo hoje conhecidas apenas através dos fósseis. Esta é a explicação científica mais provável para a extinção dos dinossauros.
O homem surgiu muito tempo depois destes fatos. Por isso, o homem e o dinossauro nunca se encontraram na história, existindo um espaço de tempo muito grande entre eles. Isso responde a pergunta que alguns fazem: “Se Noé colocou um casal de cada espécie na arca, como é que ele fez para colocar os dinossauros lá dentro?” A resposta é: Ele não colocou porque os dinossauros já estavam extintos há muito tempo.

Algumas pessoas duvidam que os dinossauros realmente tenham existido simplesmente porque a Bíblia não fala deles. Entretanto, a Bíblia não fala de muitas espécies e nem por isso questionamos sua existência. Por exemplo, a Bíblia não cita o urso polar, a onça maracajá, o coala etc. A questão é que a Bíblia não tinha motivo para citar os dinossauros. Gênesis 1-2 apenas nos dá um resumo de como Deus criou todas as coisas. A extinção dos dinossauros é uma das inúmeras provas do amor e do cuidado de Deus por nós. Imagine se estes gigantes ainda existissem! Seria impossível o homem sobreviver com estas espécies. De repente você abriria um jornal e leria a seguinte mensagem: “Extra: Homem morre atropelado por um dinossauro!”. Você poderia estar caminhando calmamente por uma praça e, de repente, seria esmagado por uma grande pata de dinossauro. Observe a ilustração no começo do texto. Esta representação de dinossauro está no Museu de Paleontologia na cidade de Santana do Cariri (Ceará). Eu inseri um pequeno desenho de um homem no canto direito da foto, assim, você pode visualizar melhor como seria a convivência entre o homem e o dinossauro.

O fato dos dinossauros terem sido extintos evidencia que nós somos guardados por Deus, e muitas vezes nem mesmo sabemos que Deus está agindo em nosso favor. Quando Deus estava criando o mundo, Ele sabia que nós não sobreviveríamos junto com aquelas espécies. Então, Ele tratou de eliminar tudo o que poderia nos ameaçar. Isso é que é AMOR. Nós nem existíamos ainda, e já estávamos sendo cuidados por Deus.

Portanto, creia que se algo tem ameaçado você, seja o que for, Deus tem tomado essa afronta para Ele mesmo. Se Deus já cuidava de você antes mesmo que você existisse, quanto mais Ele fará agora! “O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita” (Sl. 121.5).

Na paz do Senhor.


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Medo?!

“Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu, e escondi-me” (Gn. 3.10).

Quem não deseja saber onde se localizava este jardim? Infelizmente não há como identificar o local exato. Diz Gn. 2.10-14 que o Jardim era regado por um rio que se dividia em quatro braços: Pisom, Giom, Tigre e Eufrates. Os dois primeiros rios (Pisom e Giom) desapareceram ao longo do tempo e a localização é desconhecida. O que temos hoje são apenas os rios Tigre e Eufrates. Ambos nascem na região montanhosa oriental da Turquia, passam pela Síria e entram no território Iraquiano. No sul do Iraque, ambos se unem e formam um canal chamado Chatt-al-Arab, que se lança no golfo Pérsico. Alguns pensam que o jardim estaria no Iraque, já que lá temos os dois rios citados na Bíblia. Entretanto, se o Tigre e o Eufrates nascem na Turquia, seria mais provável que o jardim estivesse lá.   Suas nascentes são separadas e não há,  até o momento,  nenhum vestígio dos dois outros rios. Esta região sofreu muitas modificações geológicas ao longo do tempo: surgimento de cadeia de montanhas, mudança no curso de rios, aparecimento de depressões etc. Isso só comprova o que a Bíblia diz em Gn. 3.24, que Deus fechou o acesso ao jardim.

Mas, apesar de não podermos localizar o jardim do Éden, podemos aprender muito com a passagem citada no início deste texto (Gn. 3.10). É onde a Bíblia registra o primeiro momento em que o ser humano sentiu medo. Depois de comerem do fruto proibido, os olhos de Adão e Eva se abriram, ou seja, tiveram o entendimento de que estavam nus (Gn. 3.7). Envergonhados, usaram folhas de uma figueira como roupas. “Então, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor, entre as árvores do jardim” (Gn. 3.8).

O medo faz exatamente isso, modifica os relacionamentos, a nós mesmos, a nossa maneira de agir e de pensar. O medo altera tudo o que domina. O medo mora nas sombras, aliás, ele se alimenta das sombras. Por isso, quem é dominado por ele sente necessidade de se esconder. A pessoa dominada pelo medo tem que viver onde ele vive, nas sombras.

É claro que simplesmente sentir medo é natural. Todo ser vivo (homem ou animal) sente medo e ele é útil para a preservação das espécies. O problema está em ser dominado pelo medo, deixar que ele ocupe todos os espaços em sua vida. Quem se deixa ser dominado pelo medo acaba atraindo males sobre si. Veja Jó 3.25: “O que eu temia me sobreveio; o que receava me aconteceu”. Isso ocorre porque a área da vida dominada pelo medo torna-se um ponto frágil, um alvo para o diabo. Assim, o medo se torna uma brecha na vida de quem se deixa ser dominado por ele. O medo é uma prisão da alma. Davi, no salmo 142.7 deixou registrado seu anseio pela libertação desta prisão: “Tira a minha alma da prisão, para que eu louve o Teu Nome…”. Este salmo foi escrito quando Davi estava na caverna de Adulão escondendo-se de Saul (I Sm. 22). Dominado pelo medo, Davi se escondeu numa caverna e sentiu sua alma aprisionada.

I João 4.18 diz: “… porque o medo produz tormento…”. Em outras palavras, o medo produz aflição, angústia. Quando os discípulos atravessaram o mar da Galiléia e enfrentaram uma tempestade violenta, eles temeram a tal ponto que quando Jesus foi até eles andando sobre as águas pensaram que era um fantasma (Mt. 14.22-36). O medo embaralha a nossa percepção e impede que vejamos a saída.

Depois de compreendermos todas essas coisas sobre o medo, a pergunta é: Como se livrar dele? A libertação para esta prisão da alma está registrada em três textos bíblicos:

1) I João 4.18: “No amor não há medo. Antes o perfeito amor lança fora o medo…”. Este perfeito amor que o texto cita é o amor de Deus. Só Deus é perfeito (Mt. 5.48) e só Deus é amor (I Jo. 4.8). Somente o perfeito amor de Deus pode expulsar todo o medo.

2) Sl. 146.7-8: “Ele sustenta a causa dos oprimidos, e dá pão aos famintos. O Senhor liberta os encarcerados, o Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos”. Sim! O Senhor liberta os encarcerados.

3) Sl. 147.3: “Sara os quebrantados de coração, e liga-lhes as feridas”.
Vamos ousar fazer o contrário do que fizeram Adão e Eva. Eles se esconderam do Senhor. Vamos nos aproximar da Sua doce presença.

 “Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno” (Hb. 4.16).

Na paz do Senhor.

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